Hist. Arte

Tributo a Van Gogh  (Hist. Arte) escrito em quinta 01 janeiro 2009 22:44

As cartas de Van Gogh, em sua maioria, foram dirigidas a seu irmão Théo que com o passar do tempo se transformou em protetor de Vincent, incluindo amparo financeiro.

Nessa vasta correspondência (ver Cartas a Théo publicado pela editora L&PM Pocket - http://yedaarouche.arteblog.com.br/848/Cartas-a-Theo/) Van Gogh descreve suas obras e a formulação do seu pensamento estético, além do registro consciente da evolução de sua própria doença. Inicialmente, a pintura de Van Gogh foi marcada por sua vocação missionária, preocupada com a triste condição dos operários e da vida do campo e ainda está ligada a uma tradição naturalista e social.

Mas, Van Gogh vai desenvolver uma intensidade de expressão e uma força de simplificação que elimina qualquer característica acadêmica e preocupações naturalistas. Sua obra vai prenunciar inovações plásticas e testemunha o caminho de uma das mais fortes personalidades artísticas.

Depois que ele conhece os impressionistas sua paleta torna-se clara e límpida: “... não sabia nem mesmo o que eram os impressionistas; agora que os vi e mesmo não fazendo ainda parte de seu círculo, admirei muito alguns de seus trabalhos.”

“Executei também uma dúzia de paisagens decididamente verdes ou decididamente azuis.”

“... tive a ocasião de aprofundar a questão da cor. No ano passado quase que só pintei flores, para habituar-me a usar o rosa, o verde, claro ou forte, o azul, o violeta, o amarelo, o laranja, um belo vermelho. Este verão; enquanto pintava paisagens em Asnières, vi mais cores que antes”.

Foi um pintor do natural, fascinado ela cor e que trabalhava em pleno sol. “...O crepúsculo, cor de laranja-pálido, faz com que a terra pareça azul. Há dias em que o sol apresenta um amarelo esplendoroso”.

Van Gogh vai, também, apreciar a pintura japonesa e, pelo seu estudo, confirmar suas observações diretas diante da natureza.

“...E parece-me que quando se estuda a arte japonesa fica-se muito mais alegre e feliz; ela nos obriga a voltar à natureza não obstante a nossa educação e o nosso trabalho em um mundo de convenções.”

Vicente foi um estudioso, um pesquisador, um questionador. “O que diz Pissarro é verdade: seria necessário levar ao extremo os efeitos produzidos pelas cores mediante suas harmonias ou desarmonias. É como no desenho - a cor exata e o desenho não são as metas essenciais a serem atingidas, pois, se fosse possível fixar em cor e forma o reflexo da realidade em um espelho, isto nunca seria um quadro, pois não passaria de uma fotografia.”

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Cézanne  (Hist. Arte) escrito em quinta 11 setembro 2008 03:03

Paul Cézanne (Aix-en-Provence, 19 de janeiro de 1839 — 22 de outubro de 1906): pintor francês situado no pós-impressionismo, reconhecido como de fundamental importancia para o modernismo.

Iniciou sua carreira com temas dramáticos próprios da escola romântica. Posteriormente, introduziu distorções formais e alterações do ponto de visão em benefício da composição ou do volume e peso dos objetos.

Cézanne não se subordinou à perspectiva. A sua concepção da composição era arquitectônica; via a natureza segundo as suas formas fundamentais: a esfera, o cilindro e o cone. Cézanne preocupava-se mais pela captação destas formas que pela representação do ambiente atmosférico.

 

"É o que acima de tudo desejo - a certeza! Sempre que ataco uma tela sinto-me seguro, realmente creio que ela será... Mas lembro-me ao mesmo tempo que falhei sempre no passado. De modo que fico impaciente e enfureço-me... Sabes o que está certo e errado na vida, e segues a tua própria vida... ,Pelo contrário, eu nunca soube para onde ia, para onde gostaria de ir com esta maldita vocação. Qualquer teoria me deixa perubado...

Veja telas de Cézanne: http://commons.wikimedia.org/w/index.php?title=Paul+C%C3%A9zanne&uselang=pt

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Camille Claudel - Drama biográfico  (Hist. Arte) escrito em segunda 07 janeiro 2008 00:00

A escultura do mundo moderno começa em Rodin? Quem foi Camille Claudel?
O filme Camille Claudel (França, 1988 - California Filmes) é um drama biográfico da escultora. Direção de Bruno Nuytten, com Isabelle Adjani, como Camille e Gérard Depardieu, como Rodin.

A maior divulgadora de Camille – sua sobrinha-neta Reine-Marie Paris de La Chapelle, professora e historiadora da arte, fez a direção de arte do filme de Bruno Nuytten. Reine-Marie dedicou-se, desde os 20 anos, a colecionar e resgatar a obra de Camille, reunindo um acervo de mais de 70 peças. Foi quem publicou o primeiro catálogo raisonné (completo) das obras, editado em 1990 e ampliado dez anos depois.

Sinopse

Paris, 1885. A determinada e jovem escultora Camille Claudel, com sua forte personalidade e seu gênio criativo, entra em conflito com sua família burguesa ao tornar-se aprendiz e, posteriormente, assistente do famoso escultor Auguste Rodin. Mais que isso, vai torna-se amante do mestre, mantendo um romance que perdurará por 15 anos, fazendo com que caia em desgraça junto à sociedade parisiense, mesmo sob a estimada consideração de amigos influentes como o compositor Claude Debussy.
Após romper o romance com Rodin, Camille mergulha, por muito tempo, em frenético trabalho, em solidão e dor. A relação, da qual não conseguiu se desvencilhar, passou a consumir sua vitalidade, forças e sua lucidez. Suas alterações emocionais e sentimentos paranóicos fizeram com que seu irmão, o então reconhecido escritor Paul Claudel, a internasseem um manicômio, no ano de 1912. Morreu em 1943, sem nunca ter recebido a visita de sua mãe.
A força e a grandiosidade do trabalho de Camille esteve, por todo o tempo, sob a sombra de Rodin e seu irmão Paul Claudel. Além disso, não é difícil perceber que questões intolerantes de gênero - e um "sem fim" de preconceitos contra as mulheres e, particularmente, contra mulheres artistas – dedicaram a ela posição e papel secundários no cenário das artes, só desmascarados com o tempo.

Camille Claudel, certamente, como mulher e artista pioneira, ultrapassou a compreensão de sua época. Além de abrir caminho para outras escultoras de seu tempo.
Fontes: http://www.camilleclaudel.com.br/index.htm - http://www.interfilmes.com/filme_17725_Camille.Claudel-(Camille.Claudel).html
http://www.masc.org.br/news/5/53/
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A tela que deu nome ao Impressionismo  (Hist. Arte) escrito em domingo 06 janeiro 2008 00:02

Monet, Impression, soleil levant,
Óleo sobre tela, 48 x 63 - Musee Marmottan, Paris

Impressionismo, o termo derivou do nome do quadro exposto por Claude Monet na coletiva da Société Anonyme des Artistes Peintres, Sculpteurs et Graveurs, realizada no ano de 1874, em Paris.

Oscar Claude Monet foi um reconhecido pintor impressionista. O termo impressionismo surgiu devido a um dos primeiros quadros de Monet, "Impressão do pôr-do-sol" (veja foto desse artigo), quando o pintor e escritor Louis Leroyde publicou uma crítica ao quadro : "Impressão, Nascer do Sol" – eu bem o sabia! Pensava eu, justamente, se estou impressionado é porque há lá uma impressão. E que liberdade, que suavidade de pincel! Um papel de parede é mais elaborado que esta cena marinha."

A expressão, usada originalmente de forma pejorativa, foi adotada por Monet e seus companheiros que, ao não se abaterem, iniciaram uma verdadeira revolução na pintura da época.

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Debussy - Prélude à l'après-midi d'un faune  (Hist. Arte) escrito em domingo 06 janeiro 2008 00:01

Ao reeditar o artigo sobre a famosa tela que originou a expressão "impressionismo", recebi de uma amiga um comentário importante que nos permite entender o "clima" impressionista, agora em outra atividade artística. Pela excelência do assunto resolvi utilizar o texto, fazendo assim uma ótima panorâmica desse movimento artístico. Nossos agradecimentos à Elizabeth Wasserman, amiga e pianista, por sua colaboração que gerou o texto abaixo.
As artes estão sempre interligadas: a pintura, a música, a literatura, o teatro ou qualquer outra forma de expressão.
Movimentos artísticos nascem pela comunhão de idéias (ou ideais). Com o impressionismo não foi diferente. Na Europa, durante a segunda metade do século XIX, questões da ciência e da tecnologia (utilização da fotografia e estudos sobre a luz, por exemplo) influenciaram pintores que romperam com o que seria convencional em termos de linguagem pictórica do Renascimento ou dos acadêmicos. A pintura deixa seu patamar técnico em segundo plano para implementar sua característica ótica, impressionando a retina.
Mas, tal movimento, também teve um papel muito importante na música. 
A música impressionista nasceu pelo trabalho do francês Claude Debussy, que rompeu com os tratados de harmonia e composição existentes, fazendo uma grande revolução.
Debussy, abriu novos caminhos para experiências. Segundo alguns estudiosos, "os acordes isolados" (livres da rigidez harmônica tradicional), lembravam as pinceladas expontâneas dos pintores impressionistas.
As artes, em geral, seguem as mesmas tendências. De tal modo que ao estudarmos músicas de épocas anteriores como barrocas ou clássicas e analisarmos pinturas destas mesmas épocas, poderemos identificar as tendências e características de cada um desses movimentos.
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Prélude à l'après-midi d'un Faune (Prelúdio à Tarde de um Fauno) foi composto por Claude Debussy, baseado em um poema de Stéphane Mallarmé. Sua estréia se deu em Paris na Société Nationale de Musique, no dia 22 de dezembro de 1894 sob a direção de Gustave Doret. Alguns críticos consideram sua apresentação como marco inicial da música moderna. É uma obra considerada um dos expoentes da música impressionista.
Créditos do video: ConjuntXXI! executando "Prelúdio à Tarde de um Fauno" (Debussy) em St. Cugat (Barcelona). Arr. Schonberg/cjxxi!
Marta Carretón, maestrina
Laura Pouflauta, Enric Tudela oboè, Joana Altadillclarinete, Oleguer Bertran trompa, María Lorenzo piano, Aitziber Olabarri percussão, Laura Gaya violino I, Estela Benita violino II, Maria Amorós viola, Cèlia Torres cello, Blanca Giménez contrabaixo.
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