Mulher, Yeda Arouche - pastel seco sobre papel- 2005
![]()
Licença Creative Commons
Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de
Obras Derivadas
Preocupa-me os (pré)conceitos contemporâneos existentes no mundo das Artes. Parece, por exemplo, que o desenho (matéria tradicional nas escolas de arte) é visto, hoje, somente como um instrumento, um recursos para estudo, e, um estudo muito reduzido. A cópia, o figurativo foi caindo, passo a passo, em desuso na modernidade
Lendo a
introdução de um livro de textos essenciais sobre
pintura, reparei no seguinte: "um dos argumentos de
condenação da tradição [...] constitui
em dizer que o princípio de imitação
aristotélico ou a Idéia platônica significaram
obstáculos milenares à verdeira criatividade do
artista". E mais, "A Modernidade, sempre disposta a se insurgir
quando alguém menciona a tradição ou qualquer
referência (à Natureza, a Idéia), não
está mais em condições de perceber o
significado da mimese."
(Jean-François Groulier, em "A pintura, textos essesciais
Vol. 5: Da imitação à
expressão")
Conheço magníficos artístas e não entendo o porquê estão no ostracismo, sendo ignorados, simplesmente por não estarem "adequados" aos rótulos de vanguarda... uma pobreza de espírito dentro de uma "ditadura conceitual".


Comentários