Escola de Barbizon - a natureza sendo o mais importante  (Hist. Arte) escrito em segunda 23 janeiro 2012 20:23

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Banks of the Seine, 1855 - óleo sobre tela - 35.2 x 54 cm - Charles François Daubigny (França, 1817-1878) - Morgan Thomas Bequest Fund, 1950. © Art Gallery of South Australia, Adelaide - http://www.artgallery.sa.gov.au.

Alguns pintores, em meados do século XIX, instalaram-se em Barbizon, uma aldeia próxima à Paris, para pintar inspirados pela observação direta da natureza, ao ar livre (en plein air), dispensando oatelier, desprezando o formalismo rígido, os temas monumentais e tradições da pintura acadêmica, que considerava a paisagem como mero cenário de temas principais.

Eles ficaram conhecidos como os pintores da Escola de Barbizon, embora não houvesse nenhuma intenção didática no grupo. Os pintores de Barbizon buscavam retratar os aspectos da natureza local e esse comportamento novo estimulou vários outros artistas que para lá acorreram para viver ou passar temporadas freqüentes, entre os anos de 1830 e 1870. 

Os nomes de destaque de Barbizon foram, dentre outros: Théodore Rousseau, respeitado como o maior representante do movimento e que pintou cenas dramáticas sobre a grande força da natureza em tempestades; e Jean-François Millet, o único do grupo não se fixava puramente em paisagens, pintando camponeses e homens simples do local. Porém, foi Charles-François Daubigny que propiciou a identificação de Barbizon com a linguagem impressionista, ao dedicar-se aos efeitos da água na composição de paisagens.

O Naturalismo fez parte do pensamento da segunda metade do século XIX. Pretendia retratar a natureza com exatidão, representando autenticamente o dia-a-dia e seus fatos. A pintura era realizada no local, observando-se o motivo, a luz e a cor local.

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A sinceridade na reprodução  (Artigos) escrito em sábado 22 janeiro 2011 21:06

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Claude Monet
La Promenade 
(La Promenade, la femme à l'ombrelle
- Woman with a parasol) - 1875

Segundo a crítica de Camille Mauclair (1872-1945), o Impressionismo poderia ser traduzido como uma "reação contra o espírito greco-latino e contra a organização escolástica da pintura". Para Eugène Boudin, um dos precursores do movimento, era o "estudo da luz plena, do ar livre e da sinceridade na reprodução dos efeitos do céu".

Nos primórdios do Impressionismo encontram-se, entre outros, Watteau, Claude Lorrain, Ruysdael, Poussin, Turner, Bonington, Constable, Delacroix, Moreau, Hubert Robert, Canaletto, Fragonard. Porém, os precursores mais diretos foram alguns românticos da chamada Escola de BarbizonO crítico Claude Roger-Marx, estudando o movimento, definiu o Impressionismo como "conseqüência das sucessivas descobertas levadas a efeito pelos românticos, por Corot, Coubert e pela Escola de Barbizon".

O Impressionismo apresentou-se de 1874 até 1886, como movimento organizado e durante esse período foram realizadas oito exposições gerais. Da primeira mostra inaugurada no atelier do fotógrafo Maurice Nadar, (circunstância que não deixa de ser significante, já que a fotografia golpeava profundamente a pintura realista) participaram nada menos de 30 pintores, incluindo Boudin, Cézanne, Monet, Morisot e Renoir.

O movimento artístico viria a ser considerado o mais importante e de maior influência sobre a a arte moderna que se descortinaria à partir de então. Idéias novas de objetividade e da ciência, além de descobertas tecnológicas como a fotografia e estudos nos campos da ótica e da física, trouxeram novo horizonte à arte que, até então, estivera ocupada em retratar o mais perfeitamente possível a natureza sob uma técnica pictórica rígida e regras de uma beleza institucionalizada.

Já que a fotografia tomou para si a função de capturar o momento fiel da realidade, alguns pintores se sentiram libertos dessa obrigação, passando a dar mais importância às suas impressões frente aos fenômenos naturais, pintando ao ar livre, sob a luz natural e interpretando a realidade segundo a sensação de suas retinas. A luz toma a cena e se transforma no principal tema da pintura, deixando o papel de simples coadijuvante da sombra no jogo de claro escuro. Outra idéia que se tornou característica era a de que todas as coisas seriam bons motivos para a pintura e não somente os grandes e consagrados temas da Academia.

O tradicional meio artístico-cultural parisiense do meado do século XIX reagiu negativamente ao movimento.

O termo impressionismo surgiu de uma crítica severa e irônica feita pelo pintor e escritor Louis Leroy diante do quadro de "Impressão, nascer do Sol" de Claude Monet:  "... – eu bem o sabia! Pensava eu, justamente, se estou impressionado é porque há lá uma impressão. E que liberdade, que suavidade de pincel! Um papel de parede é mais elaborado que esta cena marinha". A expressão, usada pelo crítico de forma pejorativa, acabou sendo adotada pelo grupo de pintores.
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Museu Nacional de Belas Artes  (Espaços) escrito em quarta 18 janeiro 2012 00:02

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No centro do Rio de Janeiro, numa tradicional e importante avenida - Avenida Rio Branco - compondo um dos conjuntos arquitetônicos mais significativos da cultura carioca e nacional, vizinho ao Theatro Municipal do Rio de Janeiro e Biblioteca Nacional, está o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA).

O acervo do MNBA teve origem no conjunto de obras de arte trazido por D. João VI , de Portugal, quando de sua vinda para o Brasil, em 1808. Foi ampliado com a coleção reunida por Joachim Lebreton, que chefiou a chamada Missão Artística Francesa, formando a mais importante pinacoteca do país

O Museu foi criado oficialmente em 13 de janeiro de 1937. Suas dependências já abrigaram a Escola de Belas Artes (UFRJ). Atualmente, o Museu oferece ao público mais de 6.733,84 m² de áreas de exposição. Suas reservas técnicas, recuperadas, ampliadas e modernizadas ocupam agora um espaço de 1.797,32 m² no andar térreo do prédio.

O acervo do MNBA proporciona ao visitante uma visão panorâmica da história das artes no Brasil e conta, atualmente, com 16.088 peças: obras de pintura, escultura, desenho e gravura, brasileira e estrangeira, dos séculos anteriores até a contemporaneidade, além de um segmento significativo de arte decorativa, mobiliário, gliptíca, medalhística, arte popular e um conjunto de peças de arte africana.

O Museu possui ainda a Biblioteca Araújo Porto-Alegre com cerca de 18.500 volumes, especialmente sobre pintura brasileira e estrangeira, conservação e museologia. Dentre os serviços oferecidos ao público estão o empréstimo de slides e fitas de vídeo. Aberta de segunda à sexta-feira, das 10h às 17h.

Endereço:
Av. Rio Branco, 199 - Centro (Cinelândia), Rio de Janeiro, RJ - 20.040-008 Telefone: (21) 2219-8474 - Fax: (21) 2262-6067
http://www.mnba.gov.br 

Visitação: 
Terça a sexta-feira das 10 às 18hs; 
Sábados, domingos e feriados das 12 às 17 horas.

Ingressos: R$ 8,00 e R$ 4,00 (meia entrada). Grátis aos domingos. Venda de ingressos e entrada de visitantes até 30 min antes do fechamento do Museu.

Foto: Galeria de Arte Brasileira do Século XIX, MNBA, Rio de Janeiro, RJ.

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O universo simbólico das pinturas de Marco Bravo  (Blogs e sites) escrito em segunda 11 julho 2011 17:26

"Marco Bravo é um artista plástico carioca que busca técnicas, materiais inusitados e idéias novas. Artista gráfico, design,tem curriculo em animação e ilustração para mídia impressa. Seu trabalho sempre foi um grande aliado da pintura, tanto no sentido de estar sempre em contato com a área artística, como na prática em projetos envolvendo várias disciplinas. Hoje, Marco Bravo, volta-se definitivamente para as artes plásticas e seu atual trabalho envolve tanto a pintura à óleo quanto acrílica, utiliza telas painéis como suporte e técnicas tradicionais de pintura. Paleta reduzida para a base da pintura, mas depois da mancha pronta, segue a utilizar toda sorte de cores imagináveis.

Sua pintura possui sentimentos, simbolos e fantasia. Pinta sobretudo uma atitude interior. Velada. Que surpreende o público e proporciona um momento de reflexão. Assim, surge uma parte essencial da arte: a reação do espectador diante da obra."

Conheça mais em:
http://bravostudio.com.br
http://cosmopolitanart.wordpress.com/

 

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Oswaldo Goeldi em Londres - Registro  (Notíciário) escrito em segunda 11 julho 2011 17:05

"Cenas Urbanas, que reúne obras do artista brasileiro Oswaldo Goeldi, na Galeria 32, da Embaixada Brasileira em Londres, é mais que uma exposição, é um evento histórico. Não apenas pela importância que Goeldi tem dentro do panorama da arte brasileira, mas por ser a primeira exposição individual dos trabalhos dele, em 80 anos".

Veja matéria completa em Canal Londres.TV:

http://www.canallondres.tv/Canallondres-Arte-Brasileira-no-exterior-Oswaldo-Goeldi-em-Londres.html

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