Banks of the Seine, 1855 - óleo sobre tela - 35.2 x 54 cm - Charles François Daubigny (França, 1817-1878) - Morgan Thomas Bequest Fund, 1950. © Art Gallery of South Australia, Adelaide - http://www.artgallery.sa.gov.au.
Alguns pintores, em meados do século XIX, instalaram-se em Barbizon, uma aldeia próxima à Paris, para pintar inspirados pela observação direta da natureza, ao ar livre (en plein air), dispensando oatelier, desprezando o formalismo rígido, os temas monumentais e tradições da pintura acadêmica, que considerava a paisagem como mero cenário de temas principais.
Eles ficaram conhecidos como os pintores da Escola de Barbizon, embora não houvesse nenhuma intenção didática no grupo. Os pintores de Barbizon buscavam retratar os aspectos da natureza local e esse comportamento novo estimulou vários outros artistas que para lá acorreram para viver ou passar temporadas freqüentes, entre os anos de 1830 e 1870.
Os nomes de destaque de Barbizon foram, dentre outros: Théodore Rousseau, respeitado como o maior representante do movimento e que pintou cenas dramáticas sobre a grande força da natureza em tempestades; e Jean-François Millet, o único do grupo não se fixava puramente em paisagens, pintando camponeses e homens simples do local. Porém, foi Charles-François Daubigny que propiciou a identificação de Barbizon com a linguagem impressionista, ao dedicar-se aos efeitos da água na composição de paisagens.
O Naturalismo fez parte do pensamento da segunda metade do século XIX. Pretendia retratar a natureza com exatidão, representando autenticamente o dia-a-dia e seus fatos. A pintura era realizada no local, observando-se o motivo, a luz e a cor local.














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